21 de nov. de 2014

Na luta por um Cateter!!!

Hoje gostaria falar sobre a necessidade da implantação do Cateter durante o tratamento, estou passado por esse processo agora depois de quase 5 meses de quimioterapia, minhas veias não toleram a mais a medicação e para evitar varias tentativas dolorosas e muitas vezes sem sucesso; No meu caso foi detectado logo no inicio a dificuldade de acesso venoso pelos enfermeiros da quimioterapia e comunicado ao medico que eu deveria colocar um cateter, mas minha antiga medica, (sim troquei de medico, lembram o ultimo post sobre esse tema, quando vocês sentirem que não estão sendo bem tratados e principalmente o medico deixa a desejar, troquem mesmo é um direito que temos então vamos exerce-lo. ) ela não achou que fosse necessário a colocação de um cateter, alegando preguiça de enfermeiros e etc.. ontem eu deveria ter feito minha oitava sessão mas não foi possível, depois de 11 tentativas no braço, jugular e membros inferiores, depois de muitas dor não pude fazer minha sessão de quimioterapia, se o primeiro medico tivesse desde o inicio do tratamento recomendado um cateter eu não teria que passar por tanto sofrimento, porque ontem não foi a primeira vez que passei por varias tentativas para puncionar a medicação... Precisamos de médicos que nos de opções menos dolorosas que nos ajude a passar pelo tratamento com o minimo de sofrimento possível pois os efeitos colaterais são fortes, e os efeitos psicológicos também, meu novo medico me pareceu mais sensato e principalmente mais educado e amável, porque ninguém merece estar passando por isso ainda por cima ser maltratado e ter suas necessidades ignoradas pelo próprio medico; Agora estou na luta para conseguir a implantação de um cateter!

E o que é um cateter para quimioterapia?
O cateter é um tubo especial que é inserido numa veia maior e é conectado a um reservatório que fica implantado debaixo da pele e pode ser deixado neste local por muitos meses. A utilização deste cateter facilita o tratamento quimioterápico venoso pois não é necessário fazer punções repetidas para conseguir “acertar” uma veia. 
Nem todas as pessoas que vão fazer quimioterapia vão necessitar de ter um cateter implantado, por exemplo, se a sua quimioterapia for somente por um curto espaço de tempo ou envolver só uma injeção ocasional.
No entanto, se o tratamento for continuar por muitos meses e forem necessários medicamentos extras ou outras drogas, os médicos podem decidir que é melhor fazer o implante do cateter.

Como o cateter é implantado?

O implante de cateter para quimioterapia é uma operação realizada no bloco cirúrgico, sob anestesia local e anestesia venosa (sedação). Usualmente é feita uma incisão na pele, de 3 a 4 cm de extensão, no local onde será implantado o reservatório. Quando implantado no tórax pode ser necessária uma segunda incisão, de 1 a 2 cm, na base do pescoço, logo acima da clavícula. Localiza-se a veia na qual o cateter será inserido. Após a introdução do cateter é feito o controle do posicionamento da ponta do cateter por radioscopia (raios-X). O reservatório do cateter (peça que é puncionada para aplicar a quimioterapia) é implantado no subcutâneo, quer dizer, logo abaixo da pele. Isso quer dizer que todo o conjunto fica sob a pele. A seguir, o sistema é testado e aplicada uma solução com heparina para evitar a obstrução por coágulos. Os cortes são fechados com pontos e realizado um curativo sobre a área operada. Usualmente retiram-se os pontos no período de 7 a 15 dias.
É usual apresentar por alguns dias inchaço e equimoses (manchas roxas) na área operada.

Cuidados com o cateter implantado

É necessária injeção de uma pequena quantidade de solução com heparina (anticoagulante) após cada aplicação de quimioterapia para evitar a obstrução do cateter por coágulos. Nos cateteres não valvulados, é imprescindível realizar essa manutenção a cada 30 a 45 dias, mesmo quando o cateter não esteja sendo utilizado para infusão de quimioterapia. Para além disso, não será necessário nenhum outro cuidado especial da sua parte.

Possíveis complicações

Infecção

Por se tratar de uma prótese implantada no corpo, é possível o desenvolvimento de infecção sob a pele onde foi implantado o reservatório ou dentro do cateter mesmo. Contacte seu médico imediatamente no caso seja detectada a presença de algum dos sinais de alerta a seguir:
• Vermelhidão, inchaço persistente ou dor intensa na área onde foi implantado o
     reservatório ou o próprio cateter;

• Dor progressivamente mais intensa no local do reservatório (pior do que no dia
     anterior);
• Presença de febre acima de 38ºC, prostração, calafrios, mal estar e falta de ar.
Você deverá ser tratado com antibióticos caso seja detectada infecção. O cateter deverá ser retirado caso a infecção afete a área do reservatório ou do próprio cateter. Um novo cateter poderá ser implantado após a resolução do quadro infeccioso.

Obstrução

O cateter pode ser obstruído por coágulos e o cateter fica impossibilitado para uso. Caso isso aconteça pode ser necessária a desobstrução com aplicação de medicação anticoagulante. O cateter deverá ser retirado caso este procedimento não resultar.
A obstrução pode ser evitada com a aplicação de um selo de heparina no reservatório após a utilização do mesmo ou em sessões de manutenção do cateter. 

Retirada do cateter

O cateter pode ser retirado quando não for mais necessário para o tratamento. Este procedimento deve ser feito pelo cirurgião com anestesia local, num procedimento mais simples do que o implante do mesmo. A mesma incisão é utilizada para a retirada do cateter. A pele é fechada com pontos ao final do procedimento.

Outras informações

O cateter não deve interferir com sua vida normal, ele é utilizado para facilitar seu tratamento com as sessões de quimioterapia. No entanto é recomendado evitar esfoços físicos na primeira semana após seu implante. No caso de ser implantado no braço, evite levantar peso maior que 5 kg na primeira semana após a cirurgia.
Somente agulhas do tipo “Huber” podem ser utilizadas para puncionar o reservatório, as agulhas “comuns” são do tipo cortante e podem danificar o cateter implantado.
http://www.norcalvascular.com/expertise/pid:305/id:453/
 fonte:Dr. Gustavo Jacob
É médico, especialista em Cirurgia Geral e mestre em Oncologia.

Um xero!!!

7 de nov. de 2014

Dividindo minha indignação!!!

Quando fiz esse blog a ideia era dividir com todos as experiencias e as melhores maneiras de se passar por um tratamento de câncer, dentro dessas experiencias incluí as boas e as ruins, hoje vou partilhar com todos uma experiencia ruim do meu tratamento e espero que outros leitores que passam pelo mesmo problemas tenha a mesma coragem de poder mudar.
Como todas ja sabem estou na segunda face da minha quimioterapia agora as sessões são semanais, ja comentei também sobre meu probleminha de veia, como fiz um esvaziamento de axila não posso mais  tirar sangue, aferir pressão, tomar soro etc..no braço esquerdo so posso usar o braço direito pra isso, e minhas veias não são la esses coisas, ja havia comunicado minha medica da dificuldade de achar veias para fazer as sessões de quimio,  primeira resposta que ouvi foi a seguinte  "Isso é preguiça de enfermeiro de procurar veia" quero deixar registrado que a equipe de enfermagem que cuida de mim no Hospital das Clinicas em Goiânia é excelente eles(a) são de um carinho e super cuidadosos e tem uma preocupação enorme com nosso bem estar, até colo já recebi das minhas enfermeiras; Na minha segunda tentativa ela disse "A mas você só tem mais 3 meses de quimioterapia não vale a pena colocar um cateter" e ontem por fim a enfermeira chefe da ala de quimioterapia do hospital ligou para a medica depois de 6 tentativas frustrantes e 4 veias estouradas a medica disse "Não temos mais Cateter no hospital, ela esta consciente do tratamento não posso fazer nada.' fora as outras patadas que ja recebi de minha medica, tenho direito de ter um medico de confiança que atenda minhas necessidades e principalmente resolva meus problemas de saúde, ontem tive uma sessão muito difícil e dolorosa e pra mim essa foi a gota d'água, tomei a decisão de trocar de medico que é meu direito em quanto paciente, acho que por mais competente que um profissional seja ele deve respeitar e tratar bem seus pacientes, eu sou uma pessoa muito forte e não deixo nada abalar meu humor, mas penso nas outras pacientes que estão fragilizadas com o tratamento que não é nada fácil.
Tenho certeza que vários pacientes passam por isso todos os dias e quero dizer que temos o direito assegurado pela lei de solicitar a troca do profissional, não temos que passar por isso, principalmente num momento em que estamos tão fragilizados, precisando de apoio inclusive da equipe medica!!

Um xeroooo!!!!!!!!!